Empreendedorismo
A
webconferência aborda a questão do empreendedorismo a partir da liderança,
entendida como um processo de gestão administrativa. No caso, compreende-se que
um empreendedor, para obter êxito em seu empreendimento, precisa contar com um
bom gerenciamento, que vem da capacidade de liderança, dele, empreendedor, ou
de um diretor, que vai contribuir para a execução do plano da empresa, por
exemplo.
Considerando
a questão administrativa que envolve planejamento, organização, direção e controle
dos processos, na webconferência se explana como a direção, relacionada ao modo
de alcançar o objetivo, conduz o plano, orientando o modo como este será
executado, quais os recursos serão utilizados, os esforços necessários para a
consecução do objetivo.
Para
dirigir, aponta-se, é necessário aplicar modelos de liderança para, por
exemplo, integrar os recursos humanos, motivando e administrando os eventuais
conflitos dos colaboradores, entre outros aspectos. Ao administrar os talentos,
o diretor tem ou desenvolve habilidades
para lidar com as pessoas e isso vai além de saber dar ordens e instruções. É
preciso não só saber como motivar, mas estabelecer uma conexão com os
liderados, comunicar-se. Ter habilidade para conduzir a execução do
planejamento de modo a otimizar o trabalho, a executar as atividades dentro do
planejado. Ou seja, conforme aponta o professor, exercer a liderança é a essência
do trabalho de gestão, sendo que um bom planejamento não é suficiente para
cumprir o objetivo, mas é necessário haver uma boa direção.
Em
uma estratégia para saber como lidar com os colaboradores, o gestor os observa,
podendo classifica-los em tipos, para encontrar as melhores abordagens. Segundo
McGregor (1992), é possível apontar uma teoria X, otimista, contraposta a uma
teoria Y, pessimista. Neste caso, vê-se pessoas preguiçosas, que trabalham só
por dinheiro, preferem ser dirigidas do que assumir responsabilidades e não
gostam de mudanças. Estas aparecem como dependentes, que devem ser controladas
pelo gestor. Já do ponto de vista otimista, identifica-se o pessoal que tem
iniciativa própria e trabalha por satisfação, com motivação própria e potencial
de assumir responsabilidade. Evidentemente, são os que, potencialmente, podem
ser motivados a desenvolver as capacidades e a enfrentar os desafios das
tarefas com criatividade e imaginação. O que, diga-se, nem sempre é observado
pela empresa como um fator primordial para um trabalho motivado e rico.
Na
sequência da webconferência, após definir os tipos de liderança, do autocrático
ao democrático, são apontados fatores que influenciam a capacidade de liderar,
bem como características que condicionam as formas de liderança, quais sejam,
por exemplo: empresa, cultura, estrutura
organizacional (da situação), personalidade, preparo, grau de confiança (do
líder), forças, característica, preparo e motivação (dos liderados).
Há,
ainda, a considerar, além de fatores motivacionais, outros, como os denominados
por Herzberg (1966), de fatores higiênicos. Nestes, são levadas em conta, na
empresa, aspectos como condições de
trabalho, relação com a liderança, salario e benefícios. No caso dos
motivacionais, que dizem respeito a como o colaborador pensa em relação ao
cargo que ocupa, entram em jogo questões como trabalho, realização,
reconhecimento, progresso na carreira e responsabilidade.

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